Globalização e suas transformações

Extraído dos livros: O Mundo é Plano- Uma breve história do século XXI
Metodologia do Conhecimento Científico e Redes Sociais, cultura e poder.

Globalização é uma forma de nomear a nova sociedade atual a partir do final da Guerra Fria, como afirma Manuel Castells: “um novo mundo está tomando forma neste fim de milênio. Originou-se na coincidência histórica, até fins dos anos 1960 e meados dos anos 1970, de três processos independentes: a crise econômica tanto do capitalismo quando do estadismo e suas posteriores reestruturações, e o florescimento de movimentos sociais e culturais(…) A interação destes processos e as reações que desencadearam criaram uma nova estrutura social dominante, a sociedade em rede, uma nova economia, a economia de informação global, e uma nova cultura, a cultura da virtualidade real.
A lógica insere nessa economia, essa sociedade, e essa cultura fica subjacente na ação social e nas instituição de um mundo interdependente”. (CASTELLS, 1998, p. 369-370) 

Sendo assim, a globalização se caracteriza pelo movimentos digitais podemos chamá-los também de sociedade digital, ou seja, vivemos numa era de mudanças e impactos tecnológicos, que traz novos conceitos e aprendizados. Demo (2000) defende que: “Todo ser humano nasce dentro de certa sociedade, com determinada cultura, economia, estrutura de poder, organização política, bem como é produto do processo revolucionário da natureza, da qual faz parte”.

Dentro desta nova ordem mundial a complexidade e as mudanças aceleradas no mundo globalizado tendem a dificultar a organização formal da sociedade global, que não tem sido capaz de evitar a exclusão de muitos setores da população. Assim, novas manifestações de informalidade têm aparecido em forma de redes de intercâmbio que operam local e internacionalmente, escapando das regulamentações e dos benefícios formais dos estados. 

Algumas dessas redes informais chegam a se constituir em organizações criminosas transnacionais como são as máfias do narcotráfico, do tráfico de armas, migrantes, exploração de mulheres e menores e etc. que, embora nas últimas décadas imitem o padrão estrutural de corporações empresariais modernas, continuam baseadas em instituições tradicionais tais como a família, amizade, a qualidade de membros de um grupo étnico ou algum sistema de crenças, centradas nas definições culturais de confiança e lealdade, elementos centrais do funcionamento das redes informais. FRIEDMAN (2007) diz que a “Globalização ainda é uma forma muito poderosa. Nunca deveríamos subestimá-la. Mas de alguma maneira, mais de uma década depois da queda do Muro de Berlim, já não parece inevitável que todo mundo vá falar, cantar, dançar, pensar e se vestir como um americano por causa da globalização”.

O progresso da globalização é importante por gerar novas ideais, conceitos sendo que rompeu algumas barreiras de “alienação” diante do processo de evolução tecnológica constante, a informática transformou o mundo e o modo de viver de cada cidadão nos últimos anos. CAVALCANTE (2010) afirma que “Vivemos num mundo de transformações que afetam quase todos os aspectos do que fazemos, para o bem ou para o mal estamos sendo arrastados para nova revolução tecnológica. A informática não é um fim, mas um meio de construir uma estrutura de valores em uma sociedade com a capacidade de promover a Inclusão Digital”. 

Por fim, a globalização, evolução e transformações estão por trás da expansão das novas tecnologias e de novos avanços na era da Informática. Por isso, uma das melhores invenções certamente, são os computadores e sua continua evolução despertando curiosidade e o anseio de querer aprender entre adulto, jovens, idosos e crianças. É por isso, que a globalização e as transformações das maquinas digitais estão cada vez mais, presentes em nosso cotidiano. 

Referência:
DEMO, PEDRO; Metodologia do Conhecimento Científico, São Paulo: Atlas, 2000.
FRIEDMAN, THOMAS L.; O Mundo é Plano- Uma breve história do século XXI, Rio de Janeiro tradução [ da Ed. atualizada e ampliada]: Objetiva, 2007.
LOMNITZ, LARISSA Adler; Redes Sociais, cultura e poder, Rio de Janeiro: E-papers, 2009.
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