Gente da Terra- Entrevista com a Mestre em Ciência da Comunicação: Judy Tavares

JUDY TAVARES
Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Federal do Amazonas. Especialista em Administração de Recursos Humanos(UFAM). Bacharel em Comunicação Social- habilitação em Relações Públicas. Professora Assistente I do Departamento de Comunicação da UFAM.
Foto: Arquivo Pessoal
Por: Ana Clarissa


1) Como você decidiu cursar Relações Públicas?

Na época, cursava ensino técnico e comecei a pensar sobre a faculdade. Pesquisei sobre vários cursos e acabei me encantando com a área de RP.

2)  Sua vida como Professora da Universidade Federal do Amazonas?

Começou em 2009, quando fui nomeada como professora de dedicação exclusiva. Mas trabalho com ensino superior desde 2003, quando iniciei minha carreira no Uninorte.
Lá, fui professora e coordenadora de curso. Na Ufam, trabalho com ensino, pesquisa e extensão e é muito bom poder retornar à instituição na qual me formei, mas agora sou docente. Com certeza, é gratificante!

3) Sua opinião sobre a expansão e democratização do acesso à educação superior a partir do ano de 2003, parte negativa e positiva desse crescimento?

Tanto as Universidades Federais quanto às particulares têm crescido bastante nos último anos, permitindo que pessoas sem acesso ao ensino superior possam cursar uma faculdade.É muito bom saber que a UFAM hoje atua nos municípios amazonenses, permitindo que as pessoas que estão distantes geograficamente possam agora realizar o sonho de fazer faculdade. A expansão só se torna um problema quando não há infraestrutura adequada e professores qualificados para o ensino, o que compromete a qualidade da formação dos alunos. A verba do Governo Federal nem sempre é suficiente, tanto na capital quanto para os municípios, mas a universidade tem procurado crescer, permitindo que outras pessoas também tenham acesso. Vou me ater ao ensino na universidade pública, optando em não comentar o campo privado.

4) Para ser Relações Públicas, é necessário desenvolver…?

O profissional deve ter domínio sobre sua área de formação, sabendo principalmente planejar a comunicação. O que percebo é que muitos alunos aprendem a técnica de canais de comunicação, mas não conseguem ter uma construção de pensamento mais estratégico da comunicação. Preocupam-se em fazer jornal interno, criar perfis em mídias sociais mas não percebem que são somente ferramentas de um contexto maior. O Relações Públicas deve saber planejar, pesquisar, implementar, avaliar suas atividades. Relações Públicas que não sabe pesquisar não consegue conhecer seus públicos. Aliás, nem consegue fazer o mapeamento de públicos, o que prejudica sua atuação profissional.

5) Sua visão da educação brasileira no futuro próximo?

O Ensino no Brasil está ruim. Tanto fundamental, médio ou superior. Não quero ser pessimista, mas se o Governo não investir na educação, continuaremos recebendo alunos na faculdade que não conseguem compreender direito os textos, não sabem escrever…como formar um profissional assim?

6) Defina as Relações Públicas da sua época com essa geração atual?

O Relações Públicas continua sendo o gestor da comunicação. O que muda hoje é que temos espaços digitais e online para trabalhar com os públicos, o que não quer dizer que hoje se faz mais RP. A base, a essência é a mesma. É claro que o conhecimento se renova, mas continuamos sendo gestores da comunicação entre organização e seus públicos, independente do formato.

7) Por fim, nos dias de hoje, as mudanças ocorrem numa velocidade acelerada, aumentando a competição entre as pessoas. Quais suas dicas para os acadêmicos de Relações Públicas e para os recém- formados?

Estudem constantemente. Invistam em uma formação continuada. Aprendam novidades. Abracem outras experiências. Busquem se qualificar de acordo com a exigência de mercado. Não dá pra pensar me trabalho no Pólo Industrial de Manaus sem ter inglês fluente, domínios dos ISOS, conhecimento na área de responsabilidade social, gestão ambiental, por exemplo…


Sucesso, Judy Tavares!
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Um comentário sobre “Gente da Terra- Entrevista com a Mestre em Ciência da Comunicação: Judy Tavares

  1. Ótima entrevista, ela tocou num ponto muito legal que é investir em si mesmo. Aí a gente pode pensar no contraponto que é o investimento que o governo faz. Digo isso, pois, a nação são as pessoas e essa nação não investe nela mesma (nas pessoas) e sobra para as pessoas investirem em si mesmas. Pagamos dobrado sem ver, mas é o que resta. Parabéns pela entrevista!

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