Personalidades da Comunicação Manauara se reúnem em mesa redonda sobre a mulher no mercado de trabalho

Acolhimento, reciprocidade, compreensão e compartilhamento. Esses sentimentos foram alguns dos mais aguçados em mulheres e homens que participaram da 2ª Edição da “Comunicação em Chamas”, o especial “Feito por Elas”, ocorrido no último sábado, dia 25. O evento foi realizado no espaço de coworking Impact Hub, cuja ambientação foi peça chave para o conforto das convidadas em falar de assuntos como preconceitos, discriminação e machismo.

ouvintes

Com três mesas redondas, o evento reuniu algumas das maiores representantes da Comunicação amazonense. Novos talentos e profissionais reconhecidas, das áreas de Relações-Públicas, Publicidade e Propaganda, Marketing, Jornalismo e Direito, conversaram sobre suas maiores inspirações, desafios e barreiras, muitas delas causadas por superiores do sexo masculino.

Abrindo o evento, a mesa “Fabricando Comunicadores”, mediada pela idealizadora do RPManaus, Ana Clarissa, foi espaço para histórias de mulheres que se sobressaem em suas carreiras e não aceitam limites impostos por homens e até mesmo mulheres.

mesa 1

Wilsa Freire iniciou o diálogo com a seguinte pergunta “Vocês se colocam algum limite?”. A mesma acrescentou que “existem homens no âmbito profissional que julgam as mulheres incapazes de exercer determinada função, bem como mulheres que não aceitam trabalhos, pois não se sentem valorizam e se ditam inadequadas (por conta do sexo) para função”.

Nereida Tavares, também da primeira mesa, afirmou que, mesmo com a quantidade majoritária de homens em empresas de publicidade, ela nunca se impôs limitações, pois sempre trabalhou o quanto ela estaria preparada ou não para determinada função. Ela contou que o respeito sempre foi prioridade, muito por conta de sua criação. “Minha família tem quatro mulheres. Meu pai sempre exigiu respeito e sempre tivemos empoderamento dentro de casa”, disse.

Amanda Bezerra, redatora na agência Haus 65, contou que sempre que algum desrespeito ou inferioridade acontecia, seu principal reflexo era se posicionar e indagar a igualdade de gêneros. “Quem é publicitário sabe que é comum a mulher com carinha bonitinha ser do atendimento”, contou, afirmando que sempre lutou para ganhar espaço como redatora.

Repórter da TV Acrítica, Thea Morel não esconde que já foi intimidada por ser mulher em alguns ambientes. No entanto, ele conta que na empresa onde trabalha há divisões de trabalho igualitárias para homens e mulheres, independente das situações onde irão gravar uma reportagem.

Já na segunda mesa, as temáticas relacionadas com preconceito foram colocadas em xeque. Participaram da mesa, mediada pela publicitária e coordenadora de comunicação e inovação do RPManaus, Nathalya Brandão, a profissional de Marketing e empreendedora, Andreza Mattos, a profissional de Relações-Públicas  do Grupo Simões, Christelli Raisa, e a Advogada Rhaiza Oliveira.

mesa 2

Andreza trouxe à mesa situações um tanto desconfortáveis, sofridas por conta de seu estilo, mas que sempre foram rebatidas por ela e transformado em lição. A advogada, Rhaiza contou sobre suas experiências sobre casos onde sofreu preconceitos por conta de seus cabelos e por sua raça. “Falar sobre essas problemáticas fortalece a resolução destas”.

A produtora de eventos Inês Daou, a assessora política e idealizadora do blog “Mapingua Nerd”, Fernanda Brandão e editora do G1Am, Camila Henriques, encerraram o evento, na mesa “O lado oculto do entretenimento”, mediada pela acadêmica de Jornalismo e integrante do RP Manaus, Bianca Diniz. Elas conversaram sobre temas atuais e segmentos da comunicação e de produção de conteúdo que são ocupados quase que exclusivamente por homens.

Camila, que é crítica de cinema do site Cine Set, e integrante do Elviras: Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema relatou o quanto é raro difícil uma mulher ser reconhecida e destacada na como crítica mundo a fora. “Recentemente minha colega do Cine Set, a jornalista Susy Freitas, foi contemplada com a participação na Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Ela é a primeira representante do Amazonas e a terceira do Norte. Essa é uma conquista que todos nós devemos nos orgulhar”, enfatizou.

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Fernanda Brandão, do Mapingua Nerd, compartilhou muito de sua experiência na área do Jornalismo, principalmente como assessora política. Ela conta que com a vivência que teve com o blog já passou por alguns preconceitos por parte do público masculino. “O público nerd é bem machista, isso é algo que nem todo mundo sabe. Já engoli muito sapo por estar em ambientes cercados por homens. Gostaria de ter me posicionado de alguma maneira naquela época, pois só assim podemos mudar essa realidade”.

Ao fim do evento foram distribuídos livros doados pela participante da primeira mesa Wilsa Freire. O RP Manaus agradece a presença das convidadas e dos ouvintes, e agradece o apoio do Impact Hub e principalmente aos sócios Juliana Teles e Marcus Bessa pela parceria.

todos

Por: Vanessa Rocha, acadêmica de Jornalismo e Assessora de Comunicação do RPManaus.

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