Manaus receberá evento especial do Rock in Rio com marca socioambiental

Amazônia Live terá palcos no meio do Rio Negro e na Ponta Negra e pretende plantar 1 milhão de árvores na região

O Rock in Rio escolheu Manaus para sediar um evento especial da marca, o Amazônia Live, projeto de caráter socioambiental e que pretende chamar a atenção do mundo para os impactos do aquecimento global. O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira, 4, no Rio de Janeiro, pela diretoria do evento, ao lado do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. O Amazônia Live acontecerá no final de agosto deste ano, marcará a contagem regressiva até o Rock in Rio 2017, e tem custos integrais da iniciativa privada.

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A ação, uma parceria entre o Rock in Rio, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e o Instituto Socioambiental (ISA), visa contribuir para a restauração florestal. Ao longo dos próximos três anos, 1 milhão de árvores serão plantadas na Amazônia, colaborando para o reflorestamento de áreas mais críticas e para a arborização da capital do Amazonas, que este ano já lançou o projeto ‘Arboriza Manaus’.

Para o projeto, um palco flutuante será montado em pleno Rio Negro – nas proximidades do hotel de selva Jungle Palace -, onde um grande concerto dará início ao projeto socioambiental. O espetáculo contará com a presença da Orquestra Sinfônica Brasileira, acompanhada por um coro de 12 vozes e pelo tenor Saulo Laucas, artista cego e autista, exemplo de como a música pode transformar a vida das pessoas, e que interpretará a canção “Canto Della Terra” ao lado do tenor lírico Plácido Domingo.

Paralelo a isso, o Rock in Rio erguerá um palco na praia Ponta Negra, onde a artista brasileira Ivete Sangalo fará um show gratuito depois de abrir o evento no meio do Rio Negro. Toda a estrutura será custeada pela própria marca e não trará qualquer custo à Prefeitura de Manaus, que apenas cederá o espaço, considerado pela direção do evento um símbolo de beleza, por estar na Amazônia e às margens do rio.

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“Queremos chamar a atenção para um problema mundial e que afeta o mundo todo, sem qualquer exagero. Este é o grande investimento de uma empresa privada, mesmo em um momento de crise, pensando em um retorno direto para o planeta, e não para uma causa própria. E o investimento não será apenas financeiro, mas também uma união de esforços, com o engajamento de famosos e anônimos em prol de uma causa social e ambiental”, detalha Roberto Medina, Presidente do Rock in Rio.

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De acordo com o prefeito Arthur Virgílio, o fato do Rock in Rio escolher Manaus para receber o projeto mostra o quanto a cidade evoluiu nos últimos anos e vem chamando a atenção de todo o mundo. Depois da Copa do Mundo, em 2014, a capital do Amazonas também receberá este ano, além do Amazônia Live, as Olimpíadas.

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“A marca do Rock in Rio aliada à nossa floresta engaja ainda mais jovens e adultos. Coincidentemente, já havíamos decidido que 2016 seria o ano mais verde desta gestão. Lançamos o projeto ‘Arboriza Manaus’ em março, com o objetivo de plantar dez mil mudas de plantas na cidade. A parceria do Rock in Rio nos ajuda neste sentido e vai ao encontro de um pensamento moderno em que a floresta é nosso bem mais precioso. Manaus exerce sua vocação de ser capital mundial. E o melhor, a custo zero para a Prefeitura de Manaus”, assinalou o prefeito.

O Rock in Rio também vai lançar uma campanha publicitária estrelada pelo ator Marcos Palmeira. A mensagem é um alerta para a importância do consumo consciente dos recursos naturais do planeta e uma convocatória para que cada pessoa seja agente ativo no combate às alterações climáticas através da sua própria mudança de comportamento. A campanha estará em todas as grandes mídias e criará também uma gigantesca mobilização nas redes sociais, convidando cada pessoa a plantar uma árvore na Amazônia.

A escolha da cidade

A ideia desta iniciativa surgiu em 2015, quando a equipe do Rock in Rio foi procurada pela Prefeitura de Manaus. “Fomos desafiados pelo Prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, a promover um evento na região como forma chamar atenção para a importância da floresta no equilíbrio da vida em todo o planeta. O desafio foi totalmente ao encontro do compromisso que assumimos desde 2006 de contribuirmos ativamente no combate às alterações climáticas”, detalha Roberto Medina.

O prefeito explicou que as tratativas começaram a evoluir ainda em 2015, quando a direção do Rock in Rio o convidou para conhecer o evento e discutir o projeto socioambiental. O primeiro encontro aconteceu durante o Rock in Rio do ano passado e depois de muitas outras reuniões, chegou-se à concepção do Amazônia Live.

“Mostramos que Manaus tinha potencial para receber um grande evento. Fizemos um vídeo com imagens da Ponta Negra e do Réveillon na praia. Eles ficaram encantados e passamos a nos reunir periodicamente até chegar a um entendimento bom para ambas as partes. É bom ver um investimento privado na região, sobretudo em momento econômico tão tenso no País”, apontou Arthur Neto.

O Amazônia Live poderá ser acompanhado pelo mundo inteiro, com live streaming pela internet, e em todo o Brasil pela transmissão do Multishow.

Parceiros

O dia 27 de agosto marcará o ponto alto do projeto. Serão investidos mais de R$ 28 milhões nessa iniciativa, incluindo custos de plantio, assistência técnica, monitoramento e gestão, campanhas de mídia, produção do show e gastos logísticos.

A iniciativa do Rock in Rio para o plantio de árvores já conta com parceiros, como Itaú, Manaus Luz, Manaus Ambiental, Banco Mundial, Universidade Estácio de Sá, e Gol. Além de um milhão de árvores garantidas pelo festival, os parceiros também já se comprometeram com a causa elevando este número para 2,1 milhões.

O Rock in Rio é o maior evento de música e entretenimento do mundo. Criado em 1985 e com 31 anos de vida, é parte relevante da história da música mundial. O evento já soma 16 edições, 96 dias e 1498 atrações musicais. Ao longo destes anos, mais de 8,2 milhões de pessoas passaram pelas Cidades do Rock.

Fotos: Antônio Fernandes

Informações: Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom)

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GRANDES IDEIAS INOVADORAS: Instituições Nelly Falcão de Souza

Para a segunda edição da série: Grandes ideias inovadoras, convidamos a Professora Nelly Falcão para contar um pouco sobre suas experiências como empreendedora educacional, sua visão de mercado e suas perspectivas para o futuro da educação no Amazonas.

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Empresária Nelly Falcão de Souza

Nelly Falcão de Souza Mestre em Educação pela Universidade Federal do Amazonas e graduada em Pedagogia. No ano de 1995 iniciou sua vida profissional na direção do Jardim da Infância “Chapeuzinho Vermelho” nos anos de 79 e 80, passando a proprietária e diretora  do Pinocchio Centro Educacional (1981), destinado à Educação Infantil.

 Em 1986, fundou o Centro de Educação Integrada Professora Martha Falcão, com Ensino Fundamental e Médio. Em 2000 criou o IESA – Instituto de Ensino Superior da Amazônia, tendo como mantida a Faculdade Martha Falcão para atender o Ensino Superior, com os cursos de: Administração Financeira, Administração do Meio Ambiente, Direito, Pedagogia, Ciências Contábeis, Psicologia e Design; de Pós Graduação (Lato Sensu). Há 25 anos mantém a Creche Zezé Pio de Souza, através da Fundação Geraldo Pio de Souza, instituição sem fins lucrativos de utilidade pública que atende a crianças carentes do bairro da Redenção, na cidade de Manaus-AM, ainda no mesmo local, tem o Núcleo de Alfabetização de Jovens e Adultos carentes.

Em entrevista ao RP Manaus, a educadora faz análises sobre a educação no estado do Amazonas. Confira a entrevista completa abaixo:

RP Manaus: Qual foi a motivação para empreender no ramo da educação?

“Foi a minha paixão pela educação que veio de berço.”

RP Manaus: Quais foram/são os seus maiores desafios como gestora?

“Os maiores desafios: montar uma equipe qualificada e comprometida para executar o nosso Projeto Político Pedagógico, conquistar a confiança da sociedade em nossa proposta educacional, superar as dificuldades impostas pela falta de incentivo do poder público e a falta de valorização com as causas educacionais, não é fácil empreender na área do ensino privado.”

RP Manaus: Como se encontra a educação atual do país, principalmente da região Amazonica? De que forma a INFS colabora para a inclusão das classes mais baixas na educação?

“A educação brasileira, de modo geral, ainda está muito aquém de ser referência no panorama mundial, está entre as piores no ranking da UNESCO, principalmente o Ensino Básico.  No Amazonas, infelizmente a qualidade da educação ainda é pior, sendo o ensino público o responsável por esse desprestígio da educação em nosso Estado, salvo exceção o ensino privado, que contra balança essa situaçãocom destaque para o ensino básico.As INFS contribuem para inclusão das classes menos favorecidas, através de um trabalho sócio educacional desenvolvido há 25 anos na Creche Zezé Pio de Souza, para crianças pobres de 2 a 6 anos idade que recebem educação, alimentação e assistência psicológica. A Creche fica na Rua Estrela Rajada, Bairro da Redenção. A Creche também abre oportunidade para estágios e projetos dos cursos de pedagogia, psicologia, licenciaturas, entre outros. Os alunos das nossas instituições particulares são principais responsáveis em desenvolver projetos de responsabilidade social.”

RP Manaus: Sabemos que a sociedade atual está vivenciando um colapso de informações e muita gente diz que quanto mais informação, menos sabedoria é agregada. Como gestora de educação, qual é o seu posicionamento quanto a isso? A senhora acha que essa globalização mais ajuda ou atrapalha no aprendizado das pessoas?

“De fato hoje vivemos a era da informação em consequências da velocidade dos meios de comunicação e a facilidade do acesso através das novas tecnologias.

O que fazer com tantas informações? Eis o grande desafio das escolas, fazer a gestão desses conhecimentos para que o aluno adquira competências e habilidades para aplicar o conhecimento adquiridos no exercício de sua profissão.

A Globalização contribuiu sim na socialização das informações, estreitou as distâncias, tornou o mundo plano, partindo desse ponto de vista , ela ajudou na aprendizagem das pessoas. Porém há também o lado negativo, principalmente quando se fala em mercado de trabalho, pois diminui as oportunidades de empregos, além das perdas de raízes culturais, e respeito a diversidades.”

RP Manaus: O que a senhora deseja pra essa nova geração de profissionais que estão adentrando a área de educação, do magistério agora e quais dicas a senhora pode dar para eles?

“Desejo que nunca desistam de exercer a profissão que escolheram por se sentirem vocacionados, o magistério, por exemplo, é para quem tem vocação. Somente com bons professores é que podemos mudar a cara da educação brasileira e consequentemente a educação do Amazonas. E minhas dicas são o amor pelo trabalho, estudar sempre, adequar-se ao contexto, dominar a tecnologia, gostar de lidar com pessoas, de pesquisa e de desafios.”

 

Assessoria de Comunicação, Carolina Xavier Falcão, estudante de relações públicas, na Universidade Federal  do Amazonas

 

Gente da Terra- Entrevista com a Mestre em Ciência da Comunicação: Judy Tavares

JUDY TAVARES
Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Federal do Amazonas. Especialista em Administração de Recursos Humanos(UFAM). Bacharel em Comunicação Social- habilitação em Relações Públicas. Professora Assistente I do Departamento de Comunicação da UFAM.
Foto: Arquivo Pessoal
Por: Ana Clarissa


1) Como você decidiu cursar Relações Públicas?

Na época, cursava ensino técnico e comecei a pensar sobre a faculdade. Pesquisei sobre vários cursos e acabei me encantando com a área de RP.

2)  Sua vida como Professora da Universidade Federal do Amazonas?

Começou em 2009, quando fui nomeada como professora de dedicação exclusiva. Mas trabalho com ensino superior desde 2003, quando iniciei minha carreira no Uninorte.
Lá, fui professora e coordenadora de curso. Na Ufam, trabalho com ensino, pesquisa e extensão e é muito bom poder retornar à instituição na qual me formei, mas agora sou docente. Com certeza, é gratificante!

3) Sua opinião sobre a expansão e democratização do acesso à educação superior a partir do ano de 2003, parte negativa e positiva desse crescimento?

Tanto as Universidades Federais quanto às particulares têm crescido bastante nos último anos, permitindo que pessoas sem acesso ao ensino superior possam cursar uma faculdade.É muito bom saber que a UFAM hoje atua nos municípios amazonenses, permitindo que as pessoas que estão distantes geograficamente possam agora realizar o sonho de fazer faculdade. A expansão só se torna um problema quando não há infraestrutura adequada e professores qualificados para o ensino, o que compromete a qualidade da formação dos alunos. A verba do Governo Federal nem sempre é suficiente, tanto na capital quanto para os municípios, mas a universidade tem procurado crescer, permitindo que outras pessoas também tenham acesso. Vou me ater ao ensino na universidade pública, optando em não comentar o campo privado.

4) Para ser Relações Públicas, é necessário desenvolver…?

O profissional deve ter domínio sobre sua área de formação, sabendo principalmente planejar a comunicação. O que percebo é que muitos alunos aprendem a técnica de canais de comunicação, mas não conseguem ter uma construção de pensamento mais estratégico da comunicação. Preocupam-se em fazer jornal interno, criar perfis em mídias sociais mas não percebem que são somente ferramentas de um contexto maior. O Relações Públicas deve saber planejar, pesquisar, implementar, avaliar suas atividades. Relações Públicas que não sabe pesquisar não consegue conhecer seus públicos. Aliás, nem consegue fazer o mapeamento de públicos, o que prejudica sua atuação profissional.

5) Sua visão da educação brasileira no futuro próximo?

O Ensino no Brasil está ruim. Tanto fundamental, médio ou superior. Não quero ser pessimista, mas se o Governo não investir na educação, continuaremos recebendo alunos na faculdade que não conseguem compreender direito os textos, não sabem escrever…como formar um profissional assim?

6) Defina as Relações Públicas da sua época com essa geração atual?

O Relações Públicas continua sendo o gestor da comunicação. O que muda hoje é que temos espaços digitais e online para trabalhar com os públicos, o que não quer dizer que hoje se faz mais RP. A base, a essência é a mesma. É claro que o conhecimento se renova, mas continuamos sendo gestores da comunicação entre organização e seus públicos, independente do formato.

7) Por fim, nos dias de hoje, as mudanças ocorrem numa velocidade acelerada, aumentando a competição entre as pessoas. Quais suas dicas para os acadêmicos de Relações Públicas e para os recém- formados?

Estudem constantemente. Invistam em uma formação continuada. Aprendam novidades. Abracem outras experiências. Busquem se qualificar de acordo com a exigência de mercado. Não dá pra pensar me trabalho no Pólo Industrial de Manaus sem ter inglês fluente, domínios dos ISOS, conhecimento na área de responsabilidade social, gestão ambiental, por exemplo…


Sucesso, Judy Tavares!