Semana comemorativa ao Dia Nacional das Relações Públicas

A iniciativa RPManaus participa do evento que comemora o Dia Nacional das Relações Públicas. A ação ocorrerá no dia 28 de novembro, às 19h, no Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa) em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas da 6º Região (Conrerp6) promove a grande celebração.

A fundadora da iniciativa RPManaus, Ana Clarissa Cavalcante, destaca a importância do evento. “A iniciativa RPManaus fica feliz de alguma forma em apoiar esse encontro juntamente com as instituições de ensino e o conselho, acreditamos na união de todos em prol da valorização da nossa profissão”, disse.

Com o tema “Encontro de Relações Públicas: Porque Mercado é Relacionamento”, o evento abrangerá também temas como a importância do Conselho de classe e a legalidade atrelada ao Registro.

Palestra

Visando a aproximação com estudantes e profissionais de Relações Públicas, o Conrerp6 convidou grandes palestrantes para o evento. Ulisses Fontenele (Especialista em Ciências Políticas pela UNB), Mayra Franceschi (Mestre em Ciêncas da Comunicação pela ECA-USP), Luciene Setta (Mestre em Psicologia Social pela UERJ) e Catherine Rodrigues (Especialista em Comunicação Empresarial e Marketing pela UniNorte).

Entre os temas que serão abordados na palestra, está a Gestão Estratégia de Relações Públicas, Gestão de Relacionamento das Relações Públicas frente às redes de doação de sangue, a atuação do RP nas Olimpíadas Rio 2016 e a experiência nas empresas indústrias de Manaus. O debate será realizado no dia 28 de novembro, às 19h, no auditório do Ciesa, do bloco D.  Inscrições: http://bit.ly/2fJ8mMb

Corerp6

O Conrerp6 – Conselho Regional de Profissionais de Públicas da 6ª Região – é uma autarquia federal que compõe o Sistema CONFERP – Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas e tem, por finalidade, regular a profissão de Relações Públicas no âmbito de sua jurisdição.

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Brahma lança vídeos com a história de pessoas que fazem o Festival de Parintins

Estamos vivendo um momento único de histórias através de gerações. Brahma patrocinadora oficial do Festival Folclórico de Parintins cria web séries com alguns ícones de quem faz essa festa. Este ano, a campanha, que foi desenvolvida pela Agência R2 Ideias, de Manaus, tem como tema “Brahma. O Sabor do Festival”, que mostra que a Paixão, a Felicidade, a Tradição, o Ritmo é o que dá sabor ao Festival. No dia 08 de junho, às 19:30h no Gargalo Sport Beer.

Nos vídeos lançados para Web, Brahma pergunta a pessoas envolvidas com os bois, que Sabor o Festival tem para elas. Um dos personagens retratados é o tripa do Caprichoso, Marquinhos Azevêdo, que há 26 anos confecciona o boi da estrela, dando vida ao brinquedo de pano. Já do lado do vermelho, um dos representantes é o compositor Tadeu Garcia de inúmeras toadas do boi do Povão.

Um novo vídeo será publicado a cada semana nas redes sociais da Brahma, e também no HotSite da campanha, em brahma.com.br/osabordofestival. No endereço, é possível encontrar também imagens exclusivas e ainda acompanhar em um placar a disputa dos internautas com as hashtags #BrahmaSaborGarantido #BrahmaSaborCaprichoso

VI Abrapcorp 2012

Texto e fotos extraído do blog

O que é ABRAPCORP?
É uma Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação Organizacional e Relações Públicas. Nos dias 26 a 28 de abril de 2012, acontecerá o VI ABRAPCORP e será na capital de São Luis do Maranhão o assunto a ser discutido é bem central para qualquer comunicador ou organização: Discurso e Organizações. 



Entre os conferencistas convidados, presença confirmada da Professora Dra. Patrice Patrice M. Buzzanell, da Brian Lamb School of Communication da Purdue University, Estados Unidos, que estará discutindo sobre as Organizações como Construções Discursivas.
Acesse: http://www.abrapcorp.org.br/ e saiba da programação completa do congresso e faça sua inscrição para submissão dos trabalhos. 



Informações: (11) 3091-2949


Referência
http://oscarcurros.com/vi-congresso-da-abrapcorp-2012-a-chamada-de-t




Festa na Floresta!

 
Iremos conhecer a história e a cultura de uma pequena cidade chamada PARINTINS (localizada a 369 quilômetros em linha reta de Manaus), batizada de “ilha Tupinambarana” pelo capitão José Pedro Cordovil, que desembarcou na cidade em 1796 com vários escravos e agregados para dedicar-se à pesca do pirarucu e à agricultura, encontrando então os índios Tupinambás, cujo nome significa “homem forte ou viril”. 
A brincadeira do boi-bumbá chegou ao Amazonas na bagagem dos migrantes nordestinos, que vieram para a Amazônia no apogeu da economia da borracha, no final do século XIX e inicio do século XX. Pessoas de diferentes culturas, que, pouco a pouco, aconteceu a miscigenação cultural entre os nordestinos e os povos da Amazônia. Nesse caldeirão de cultura surge o bumbá-meu-boi, originário do Maranhão, radicalizado no Amazonas como Boi- Bumbá, uma manifestação folclórica distinta, que nasceu da fusão dos nordestinos.
 
Um dos primeiros registros sobre apresentações de bois-bumbás na região foi feita em Manaus, sede da Província do Amazonas, em 1852, encenação, o boi morria e depois ressuscitava através de um ritual feito pelo Pajé.
 
Em Parintins, os registros mais antigos foram entre os anos 1910 e 1912, com os bumbas
“Diamantino” de origem piauiense, “Caprichoso”, trazido de Manaus, “Fita Verde” e “Garantido”, criado por Lindolfo Monte Verde.
 
De todos os bumbas que apareceram na ilha, apenas dois resistiram ao processo de urbanização e crescimento da cidade. Garantido e Caprichoso são os brinquedos de São João dos parintinenses há mais de 90 anos.
 
O Festival Folclórico de Parintins
Em 1988 o “Bumbodromo” foi construindo com objetivo dos bumbas poderem disputar o festival de Parintins. Ele é considerado a maior obra cultural e desportiva do estado do Amazonas. Durante a festa apenas 5% dos ingressos é destinado as vendas, os demais lugares são gratuitos para os torcedores. 
 
O festival Folclórico de Parintins atrai atualmente todos os anos, segundo a Secretaria Estadual de Turismo do Amazonas, cerca de 40 mil turistas para a Ilha, atinge centenas de milhares de telespectadores, por meio de transmissões ao vivo das apresentações, mais de 15 mil pessoas que superlotam o bumbódromo.  Visitantes de todas as partes do mundo prestigiam a festa que já rompeu barreira do estado e do Brasil, segundo a EMBRATUR- Empresa Brasileira de Turismo o festival de Parintins é segundo maior festejo folclórico do mundo, perdendo apenas para a festa do Dragão Chinês realizado na China.
 
No inicio dos anos 90, uma nova era se desenhava para o Festival de Parintins, um tempo em que grandes multinacionais iriam se interessar pela festa, haveria transmissão ao vivo da disputa, os orçamentos dos bois atingiram cifras nunca imaginadas. Daí o festival, que antes valorizava a alegria, a animação, as surpresas e os improvisos, passou a necessitar de um planejamento, estratégia e execução mais apurado, exigências que os dirigentes dos bois tiveram que se adaptar.
 
Sendo assim, começaram a se formar dentro dos bois, compositores, artistas, alegoristas e uma criação de um conselho de arte pra cada boi- bumbá.
 
Em 1995, a multinacional Coca-Cola fechou um contrato de patrocínio com os bumbas. A empresa passou a investir anualmente cerca de R$ 4milhões na festa, tornando-se o maior patrocinador do festival e seu principal divulgador. A verba aplicada pela Coca-Cola surtiu efeito imediato. No mesmo ano, dezenas de personalidades foram trazidas para conhecer o festival, junto com elas vieram vários jornalistas dos principais meios de comunicação do País, que começaram a mostrar ao restante do Brasil a cultura parintinense.
 
Um fato curioso na época do Festival de Parintins, é que a Coca-Cola em lata (350 ml), conhecida mundialmente pela cor vermelha, ganha mais uma cor, o azul, que representa o Boi Caprichoso, fazendo valer a rivalidade entre as cores de cada agremiação.
 
 “Na festa popular amazônica, cada boi é representado por uma cor. O Garantido, mais associado aos populares, defende o vermelho. Já o boi da elite, o Caprichoso, é representado pelo azul. No Bumbódromo, onde acontecem as apresentações, tudo é milimetricamente dividido em partes iguais. De um lado a arquibancada com cadeiras azuis e, do outro lado, os assentos vermelhos.”

 

“No meio do paraíso, beleza natural e cultura pulsa a emoção mágica de uma cidade. Parintins o encontro real da tradição e a paixão. De um povo que mantém acessa a chama eterna do nosso folclore. Parintins que a cada ano amplia o poder de sua magia, encantando multidões de todo o mundo com uma festa de rara beleza, encenada por sua própria gente.
Respire fundo o ar da nossa origem. O maior espetáculo folclórico do Brasil encontra-se na ILHA TUPINAMBARANÁ”. (TRECHO DO DVD 2008 DA REDE BANDEIRANTE)



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Garantido, o boi do povão
 
Lindolfo Monte Verde através de uma promessa criou o Boi- Bumbá Garantido e ofereceu a São João Batista, portanto a data oficial da sua criação é 13 de junho de 1913. Lindolfo foi o maior folclorista de Parintins, pois confeccionava o boi alegórico, compunha toadas e desafios, e ainda levava adiante a brincadeira.
 
Ao longo dos anos, as diversas pessoas que sucederam Lindolfo à frente do Garantido construíram um discurso que pregou o respeito às tradições, à proximidade com a parcela mais pobre da Ilha e transformou o fundador do bumbá num verdadeiro mito folclórico o Garantido usa a cor branca e um coração vermelho na testa, sendo estas, suas principais cores.
 
No ano de 2011, o Boi Garantido inova lançado seu CD e DVD ao vivo na cidade do garantido. Com o Tema MISCIGENAÇÃO segundo o presidente Telo Pinto diz que: “a Amazônia é o berço de uma grande mistura étnica que resulta no caboclo, cujos ensinamentos estão conquistando respeito e seguidores em todo o mundo, sobretudo por seu convívio harmonioso com a natureza, como está descrito nas letras das toadas”.
 
Trecho da música que dá nome ao CD/DVD do Garantido, Tem herança do nordeste bumbá meu boi, cabra da peste tem gingado de quilombo tem poeira levantando. Tem rufar de tambores tribais sou afro, ameríndio, caboclo, Mestiço eu sou a própria Miscigenação”. 
 
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Caprichoso, o Boi de Parintins
“Na Amazônia quando caem as primeiras gotas do sol, hã uma explosão de cores de vida e beleza, uma beleza que quer manter-se viva, viva na exuberância das nossas grandes árvores seculares, viva na beleza das preciosas orquídeas, viva no vôo e no canto dos pássaros, viva nos nossos exóticos animais, Amazônia Solo Sagrado, que abraça os costumes, as lendas e a cultura de um povo que venceu obstáculos para traçar seu próprio destino” ( Conselho de Arte – 2006 Caprichoso).
O boi-bumbá Caprichoso foi criado pelos irmãos Cid, em 20 de outubro de 1913. Quando eles chegaram a Parintins, queriam colocar uma brincadeira para pagar uma promessa de prosperidade. Nos anos 70, o discurso oficial do boi azul começou a ser formatado por seus dirigentes e por seus torcedores, que o apelidaram de “ O Diamante Negro da America” e “O Boi de Parintins”.Ao longo do tempo o bumbá passou por diversas transições e adotou uma administração exercida por diretorias eleitas pelos sócios da Associação Folclórica Boi- Bumbá Caprichoso, fundada no inicio dos anos 80.
Caprichoso sempre foi um boi jovem, inovador, sem medo de ousar, uma espécie de vanguarda artística do festival. Chegou ao século XXI com a marca de ser um boi alegre, vibrante e com tradições. De cor negra e com sua estrela na testa, e defendendo as cores azul e branco.  Toda nação azulada chegou aos 96 anos de existência mantendo viva a missão de alegrar as ruas da Ilha durante as festas juninas, pagando, assim, a cada ano que passa, a promessa feita por seus fundadores.
Essa é a nossa festa, nosso ritmo, nosso Folclore popular. Venha para o nosso festival que acontece sempre no ultimo final de semana do mês de junho para você brincar e se emocionar  seja vermelho ou seja azul.
BOI CAPRICHOSO

BOI GARANTIDO





Por: Ana Clarissa

Twitter: @aclarissa
 
Referência:
RODRIGUES, Barreto, Soljenítsin, Allan- Livro- BOI- BUMBÁ: EVOLUÇÃO- reportagem sobre o Festival Folclórico de Parintins, Manaus; Editora Valer, 2006.
PEREIRA, Raimundo, Filho, Pontes- Livro- Estudos de História do Amazonas, Manaus; Editora Valer, 2000.