O que rolou na XII Feira Norte do Estudante?

No primeiro momento, os palestrantes convidados pelo RPMANAUS contaram brevemente sobre suas experiências no mercado de trabalho em que atuam. Sheila Benjamin (relações-públicas) começou na publicidade e também era amante de fotografia. Hoje ela trabalha na área de gerenciamento de projetos, como atendimento da agência digital Fermen.to. Bruno Zanardo (Publicitário) é fotografo e também trabalhava com filmes no início da carreira.

Hoje ele pode contar sobre diversas experiências de trabalho em grandes eventos como a Copa do Mundo, Olimpíadas e São Paulo Fashion Week. Jacqueline Nascimento (Jornalista) tem uma vasta experiência na área de assessoria de imprensa. Atualmente é jornalista na Assessoria de Comunicação da Universidade do Estado do Amazonas.

Alguns dos principais temas abordados durante a palestra foi a importância de trabalhar fazendo o que gosta, principalmente na área de comunicação pois exige bastante dedicação da parte do profissional, que muitas vezes deverá dedicar tempo extra da sua vida. Bruno, por exemplo, conta que já chegou a ficar trabalhando dois dias seguidos em um Studio e que dava apenas um cochilo no próprio local e depois voltava a trabalhar. Sheila também disse que já chegou a sair às 17h da agência e ter que voltar às 20h, é algo que possivelmente pode acontecer e você realmente precisar gostar do que faz para estar pronto a viver situações como essas.

A importância das Relações Públicas

Para Bruno, o RP é muito importante para a construção da imagem de uma empresa, e tudo deve ser pensado na hora de fotografar, pois fotografia estará representando a imagem daquela pessoa, ou empresa, e através dela pode ser passado uma imagem que pode ter diferentes interpretações, e é a partir disso que o RP pensa, qual será o público a qual será direcionado esta foto? O que eu quero transmitir com ela? O RP pode alinhar essas questões com o objetivo daquela pessoa ou empresa.

Os palestrantes consideram que as Relações Públicas é a parte mais importante de uma empresa e de todo o processo comunicacional dentro dela e que deveria ser mais valorizada, Sheila inclusive contou que no início na carreira sofria um certo preconceito e sempre tinha dificuldade para explicar sobre o que fazia.

A diversidade do Mercado de Comunicação

O que eu quero fazer na área de comunicação? Dá para fazer muita coisa…

Foco é importante nessa hora, e por isso que existe feiras como essa, para ajudar os estudantes a escolherem uma profissão. Os palestrantes convidados por exemplo circularam por diversas áreas e isso foi importante para eles se encontrarem e fazerem o que mais gostavam e isso será descoberto na faculdade ou nas suas experienciais profissionais. Um ponto importante que a Sheila observou durante a palestra foi “O seu colega de faculdade hoje, pode ser seu chefe amanhã’’, então a dica dela para quem quer atuar no mercado de comunicação é começar a fazer contatos dentro da academia.

Uma outra questão que se deve justamente a essa diversidade que o mercado de comunicação oferece é a possibilidade de uma pessoa fazer muitos trabalhos diferentes na área, por exemplo “Ah eu gosto de redação, mas também gosto de ilustrar, gerenciar, atender, assessorar” e assim vai.

Todos os palestrantes ressaltaram a importância de escolher da área que mais você tenha maior afinidade, pois a probabilidade de você fazer várias coisas e na verdade não ser bom em nenhuma é grande, além de que se você prestar vários serviços você provavelmente não vai cobrar o preço justo por eles e estará prejudicando outros profissionais que trabalham exclusivamente com aquilo.

Bruno por exemplo contou que antes ele fotografava e editava mas percebeu que isso tomava mais o seu tempo e na verdade ele queria ser fotografo e não editor, então hoje ele apenas fotografa e deixa a edição para uma segunda pessoa. Então se você for contratado para ser social media você não tem a obrigação de saber sobre designer, e se você sabe os fazer os dois e cobra pelo preço de um profissional, estará contribuindo para a prostituição do mercado e possível desvalorização de futuros profissionais da área. Esse foi o alerta deixado.

Outro tema importante debatido durante a feira do Estudante foi a respeito do novo mercado de comunicação, sobre algumas mudanças que estão acontecendo

Vender a ideia e não um produto

Hoje as empresas tentar vender uma ideia e não um produto, a ideia de que você usando tal produto pode ter mais benefícios como maior tempo com a família, mais comodidade, menos despesas, e não ressaltam mais tanto as qualidades que o produto tem, mais sim o que ele pode trazer de bom para a sua vida, ou seja um aspecto mais humanístico.

A velocidade da informação.

Jacqueline lembra que hoje ninguém mais espera o jornal de amanhã sair para saber a notícia. É tudo agora, no mesmo momento, e o profissional de comunicação tem que estar sempre atento, ela por exemplo diz que algumas vezes não sabia de algo que estava acontecendo na internet, mas que as pessoas sabiam, e ela como profissional de comunicação que está sempre nesse meio também pode ficar para trás de vez em quando.

OS MEMES da internet

Para Sheila, 2016 foi o ano dos memes e que inclusive se tonaram uma estratégia muito utilizada na internet pelas marcas para se fazer uma comunicação mais criativa e tentar atrair o público, que está cada vez mais inteligente.

Há um novo contexto na internet muitas pessoas estão ingressam na web é se tornam comunicadores, chamados os blogueiros ou vlogueiros, é uma nova sensação, as marcas, programas de TV estão utilizam do dessas pessoas para ganhar audiência, eles são os novos formadores de opinião, dão dicas de beleza e alimentação e tem milhões de seguidores nos seus perfis.

E para fechar o debate da XII Feira Norte do Estudante, foi feita a seguinte pergunta:

O mercado está em crise ou não?

Bruno Zanardo acredita que “o mercado está vivendo um período de transição e que os profissionais não estão sabendo lhe dar com isso”, hoje o foco não é mais a quantidade de público que foi atingido e sim quanto desse público realmente é o meu público? É uma questão de trabalhar estrategicamente.

É uma nova fase da comunicação que temos o prazer de estar vivendo e que os futuros comunicadores também devem estar preparados para viverem esse novo mercado.

No final os palestrantes responderam dúvidas a respeito de salário e mercado de trabalho em Manaus e ainda sortearam brindes aos estudantes.

A família RPManaus agradece imensamente o convite da organizadora da Feira Norte do Estudante, Inês Dauo. Desejamos vida longo! Até 2017!

Por: Sabrina Silva (publicitária e integrante da RPManaus)

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O que rolou na mesa: RP e os movimentos que fortalecem a profissão, no Fórum de Comunicação e Tecnologia?

O Fórum, que tem como foco as relações públicas, aconteceu pela primeira vez nesse ano, 2016. Foi organizado pelo Versátil RP e realizado na FAPCOM, em São Paulo, no dia 26 de setembro, onde estivemos presentes na mesa “RP e os movimentos que fortalecem a profissão”, fomos representados pela nossa diretora de criação, Nathalya Brandão.

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O debate foi mediado por Cláudio Andrade, presidente do CONRERP 2ª região, e contou também com a participação de Amanda Takassiki (Todo Mundo Precisa de um RP, de São Paulo, SP), Ana Carolina Eloy (Relacione-se, do Rio de Janeiro, RJ), Maurity Cazarotti (Blog RP e PP, de Uberlândia, MG), Tuane Nicola (Fantástico Mundo RP, de Santa Maria, RS), Florilson Santana (RP Depressão e RP Salvador, de Salvador, BA), além do próprio Versátil RP, com a Taís Oliveira.

Teve início às 20h30 (horário Manaus) e participamos via Hangout. Num primeiro momento, o mediador introduziu o debate falando de como precisamos ser mais humanos para, assim, aproximar as pessoas do que queremos, precisamos de relacionamento. Depois de cada palestrante ser apresentado, o espaço foi cedido para que os mesmos pudessem falar um pouco das histórias de seus movimentos pró-RP.

Aos estudantes que assistiam ao encontro, pôde-se perceber que a maioria sente que o mercado de trabalho ainda é injusto com a profissão, não foram poucos os relatos de que, ao procurarem estágios e emprego na área, as empresas não sabem ainda a importância de um RP na equipe. Diversas opiniões foram discutidas, como a da Ana Eloy, que disse que precisamos reforçar o que é ser um RP. Já Cláudio ressalta que “ainda não somos uma atividade que se reconhece, por isso é importante que os coletivos disseminem” e ainda sugeriu que, se virem alguma empresa passar por cima da profissão, que denunciem, pois é regulamentada e é importante, sim, exigir.

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Ao final, foram discutidos alguns assuntos como mudança das diretrizes e flexibilização, onde as opiniões divergiram entre os participantes. O debate se tornou mais eletrizante quando os presentes se posicionaram contra ou a favor, gerando uma discussão saudável acerca do tema.

É sempre gratificante quando somos chamados para participar de eventos em outros estados, é quando percebemos a dimensão de nosso trabalho e o quanto é importante continuar a nossa missão de disseminar as relações públicas. Agradecemos o convite do Versátil RP e a todos que sempre nos acolhem país a fora, e que a profissão continue crescendo cada vez mais. RP é o futuro e o presente também!

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Por Nathalya Brandão, acadêmica de Publicidade e Propaganda e Diretora de Criação da RPManaus.

Fotos retiradas do VersátilRP

Um Relações Públicas da Comunidade

Eliana Sampaio, Psicóloga, Comunicadora com larga experiência em Ensino Superior. Faz gestalt terapia adulto e infantil. Mestre em Educação com a dissertação Síndrome de Burnout, Especialização em Teoria da Comunicação e Marketing.

O relações -públicas atuando nas comunidades, nas ONGs em Associações são feitos ainda muito escassos nas cidades brasileiras, devido vários fatores, entre eles a falta de conhecimento do profissional que se limita a ficar em casa esperando uma empresa convencional lhe chamar para trabalhar. A comunicação comunitária reúne várias metodologias do conhecimento da comunicação social é um segmento voltado a democratização do sujeito focado no desenvolvimento da cidadania.

Então como se dá esse encontro entre a disciplina Comunicação Comunitária e atuação do profissional de relações -públicas?  Devido a complexidade de se entender e definir meios de atuação devido as distorções entre os interesses institucionais de tirar vantagens de situação e a comunicação informativa que alimenta a cidadania, o RP fica amarrado as convenções institucionais. Fazer uma assessoria comunitária corresponde primeiramente incentivar a participação dos moradores na solução dos problemas (não se trata aqui de mobilização reivindicatória, mas do entendimento aprofundado dos problemas buscando soluções). 


Devido à ineficiência do poder público, as comunidades vêm utilizando a mídia para ser ouvida em seus anseios, bem como a difusão de seus elementos socioculturais. Então pergunto novamente, porque o relações-públicas não profissionaliza esse tipo de atuação frente a comunidade?

Com o desenvolvimento do nosso país e o avanço das novas tecnologias, precisamos apenas ter fé e agir, afinal as verdadeiras mudanças começa em nós. O RP precisa ampliar mais e melhor sua forma de atuação, saindo do lugar comum e fazendo história com suas frentes de atuação diferenciadas, diversificadas. Pense numa comunidade que mantém através de sua associação de moradores, um profissional que estabeleça planejamento de ações comunicativas, implementando uma comunicação organizada, focada, buscando resultados sem envolvimento eleitoreiro. Comunicar é educar educação significa maior poder de compreensão e entendimento do processo social e político, conhecimento desse processo significa cultura, progresso, mais pessoas pensando num crescimento conjunto.

O RP na comunidade e para comunidade é  um luxo ele desenvolve um amplo conhecimento social/político pode entender e compreender a dimensão de sua atitude frente ao desenvolvimento de um sociedade. Então para aqueles que ainda não encontraram a grande empresa para trabalhar, dou um conselho: faça da sua comunidade uma empresa para trabalhar, aliás, para o RP o que não pode faltar é trabalho. O que de verdade está faltando é cura para a cegueira de profissionais limitados.